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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Bomba da 2ª Guerra Mundial é encontrada em Fukushima

Exército ainda irá avaliar se bomba encontrada perto da usina de Fushima tem chance de explodir
 Foto: AFP


Bomba foi achada nas imediações da usina nuclear de Fukushima, no Japão

ABr


  A Polícia do Japão está examinando o que parece ser uma bomba sem explodir da Segunda Guerra Mundial achada nas imediações da usina nuclear de Fukushima, informou nesta quinta-feira (10) a rede pública japonesa NHK. As informações são da agência de notícias EFE.
O artefato foi encontrado nesta manhã por operários da construção que estavam fazendo perfurações durante os trabalhos de ampliação de um estacionamento a cerca de 300 metros da usina, propriedade da Tokyo Electric Power Company (Tepco), situada no Nordeste do país asiático.
O dispositivo mede cerca de 85 centímetros de comprimento e 15 centímetros de diâmetro, segundo as fontes policiais, que enviaram imagens da bomba ao Exército japonês para determinar se ele pode ainda explodir e avaliar medidas para sua retirada.

O terreno abrigou no passado um aeroporto do Exército imperial japonês que foi atacado por forças aéreas durante a Segunda Guerra Mundial, de acordo com informações da Tepco.
A Polícia isolou uma área de 200 metros ao redor do dispositivo, mas a medida não atrapalha os trabalhos de desativação da central atômica.

Tensão entre os EUA e a Coreia do Norte: há razão para temer uma guerra nuclear?

© AFP Em um ambiente tenso, um ato mal interpretado pode iniciar uma guerra

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse que vai responder às ameaças da Coreia do Norte "com fogo e fúria jamais vistos pelo mundo".
Enquanto isso, a Coreia do Norte ameaçou lançar mísseis contra a ilha de Guam, território dos EUA no Pacífico habitado por 163 mil pessoas.
E tudo isso acontece em meio a informações de que Pyongyang possa ter finalmente conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear para caber em um míssil intercontinental - uma perspectiva temida há muito tempo pelos Estados Unidos e seus aliados asiáticos.
Seria isso um prenúncio de um conflito militar?
Especialistas dizem que não há motivo para pânico. Eis as três razões para isso:

1. Ninguém quer guerra

Isso é o mais importante. Uma guerra na península coreana não é do interesse de ninguém.
O principal objetivo da Coreia do Norte é a sobrevivência - e uma guerra com os Estados Unidos poderia comprometer isso. Como o analista para Assuntos de Defesa da BBC Jonathan Marcus pontuou, qualquer ataque norte-coreano contra os EUA ou seus aliados no contexto atual poderia rapidamente evoluir para uma guerra maior - e é preciso assumir que o regime de Kim Jong-un não é suicida.
Aliás, é por isso que a Coreia do Norte tem se empenhado tanto em se tornar uma potência nuclear. Pyongyang parece acreditar que ter essa capacidade protegeria o regime - aumentando o preço para derrubá-lo. Kim Jong-un não quer seguir o caminho de Muammar Khadafi, na Líbia, ou Saddam Hussein, no Iraque. Nenhum dos dois possuía armas nucleares.
Andrei Lankov, da Univeridade de Kookmin, em Seul, disse ao jornal britânico The Guardian que "a probabilidade de conflito é muito baixa", mas que a Coreia do Norte "tampouco estava interessada em diplomacia" a essa altura.

"Primeiro eles querem ter a habilidade de limpar Chicago do mapa, aí então eles estarão interessados em soluções diplomáticas", disse Lankov.














                                             © AFP/Getty Lançamento de míssil norte-coreano

E quanto a um ataque preventivo americano?
Os Estados Unidos sabem que um ataque à Coreia do Norte poderia forçar o regime a retaliar atacando Coreia do Sul e Japão, aliados dos EUA.
Isso poderia resultar em muitas mortes, incluindo as de milhares de americanos - tropas e civis.
Além disso, Washington não quer correr o risco de que sejam lançados mísseis contra cidades americanas.
Por fim, a China - o único aliado de Pyongyang - ajudou a manter o regime precisamente porque seu colapso poderia ser pior para ela estrategicamente. Tropas americanas e sul-coreanas a um passo da fronteira chinesa formariam um cenário que Pequim certamente prefere evitar - e é isso o que aconteceria em caso de guerra. 

2. Palavras, não ações

Trump pode ter ameaçado a Coreia do Norte com uma linguagem incomum para um presidente americano, mas isso não significa que os Estados Unidos estejam marchando rumo à guerra.
Como uma fonte militar anônima disse à agência Reuters: "Só porque a retórica fica mais agressiva não quer dizer que nossa postura muda".
O colunista do New York Times Max Fisher concorda: "São os tipos de sinais, não os comentários bruscos de um líder, que mais importam nas relações internacionais".
Além disso, depois dos dois testes de mísseis intercontinentais da Coreia do Norte em julho, os Estados Unidos tentaram uma tática diferente - pressionar Pyongyang através de sanções do Conselho de Segurança da ONU.
E seus diplomatas têm mostrado otimismo sobre um eventual retorno à mesa de negociações, apontando para o apoio de China e Rússia.
Esses dois países enviam sinais conflitantes a Pyongyang, mas também moderam a retórica agressiva do presidente Trump.
Ainda assim, alguns analistas dizem que um movimento mal interpretado no contexto de tensão poderia levar a uma guerra por acidente.
"Poderia ocorrer uma falha de energia na Coreia do Norte que pudesse ser interpretada como um ataque dos EUA. Ou os EUA podem cometer um erro [na Zona Desmilitarizada]", disse à BBC Daryl Kimball, do centro de estudos americano Arms Control Association. "Então há várias formas de cada lado errar o cálculo e a situação acabar saindo do controle". 

3. Nenhuma novidade

Como pontua o ex-secretário-assistente de Estado dos EUA PJ Crowley, Estados Unidos e Coreia do Norte chegaram perto de um conflito armado em 1994, quando Pyongyang se negou a permitir a entrada de inspetores internacionais em suas instalações nucleares. Na ocasião, a diplomacia venceu.
Com o passar dos anos, a Coreia do Norte fez ameaças incendiárias contra Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul com regularidade, muitas vezes ameaçando transformar Seul em um "mar de fogo".
E a retórica de Trump não é exatamente sem precedentes para um presidente americano.
"De várias maneiras diferentes, ainda que de uma forma não tão colorida, os Estados Unidos sempre disseram que, se a Coreia do Norte atacar, o regime deixará de existir", diz Crowley.
A diferença desta vez, acrescenta ele, é que o presidente dos Estados Unidos parece sugerir que tomaria uma atitude preventiva (apesar do secretário de Estado, Rex Tillerson, ter descartado esse opção depois).
Esse tipo de retórica belicosa imprevisível vindo da Casa Branca não é comum e preocupa as pessoas, dizem analistas.
Ainda assim, a Coreia do Sul - o aliado americano que mais tem a perder em um confronto com o Norte - não parece estar muito preocupada.
Um assessor da Presidência em Seul disse a jornalistas que a situação não chegou a um nível de crise e que é muito provável que tudo seja resolvido pacificamente.
Isso é motivo para otimismo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Presidente da CPI do BNDES no Senado teve campanha financiada por JBS

Dos 21 senadores que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES no Senado, ao menos três receberam doações do grupo J&F na eleição de 2014, incluindo o próprio presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A CPI foi instalada na semana passada e tem como objetivo investigar empréstimos feitos pelo banco de fomento que beneficiaram o conglomerado do setor de carnes.
Dos cerca de R$ 2 milhões de doações que Alcolumbre recebeu oficialmente em 2014, R$ 138 mil foram oriundos de doações do grupo J&F. Além dele, os outros dois membros da CPI do BNDES que também aparecem na planilha apresentada pela JBS são os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) - que recebeu R$ 833 mil de um total de R$ 4,2 milhões - e Paulo Rocha (PT-PA), que recebeu R$ 233 mil da JBS de um total de R$ 3,3 milhões de doações. Os senadores não possuem até o momento inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o pedido de criação da CPI, de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA), o colegiado tem como objetivo principal investigar supostas irregularidades nos empréstimos concedidos pelo BNDES no programa de globalização das companhias nacionais nos últimos 20 anos, com destaque para operações de financiamento do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, cuja delação levou à investigação do presidente Michel Temer.
Joesley Batista e Wesley Batista, donos da JBS (Foto: Claudio Belli / Valor Econômico / Agência O Globo)











PF está nas ruas para prender dois na Lava Jato

Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, mira esquemas de corrupção em empresas de ônibus

Veículos da Polícia Federal (Vagner Rosário/VEJA.com)

Polícia Federal está nas ruas de Curitiba para executar duas prisões na Operação Ponto Final, braço da Lava Jato no Rio de Janeiro. A informação foi adiantadas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo.
Os mandados, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, têm como alvos dois empresários da construção civil acusados de lavar de dinheiro para a Fetransport, empresa de ônibus do Rio. Nuno Canhão Coelho já foi preso na capital paranaense. O outro suspeito, Guilherme Vialle, está no exterior. A Polícia Federal já acionou a Interpol.

Operação Ponto Final

No início de julho, investigações do Ministério Público Federal (MPF) indicaram que Sérgio Cabral recebeu 122,8 milhões de reais em propinas de empresas de ônibus entre os anos de 2010 e 2016. O ex-governador do Rio se tornou réu na Justiça Federal pela 14ª vez nesta terça (8), após o juiz Marcelo Bretas, responsável pelo desdobramento da Lava Jato no Rio, aceitar duas denúncias do MPF por corrupção passiva.

Trump alerta para “fogo e fúria” se Coreia do Norte ameaçar EUA; Pyongyang considera atacar Guam



  EDMINSTER, Estados Unidos/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou a Coreia do Norte nesta quinta-feira que o país será atingido por “fogo e fúria” caso ameace os EUA, levando a nação com armas nucleares a dizer que está considerando disparar mísseis contra a ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Pacífico.
Numa escalada das tensões, Pyongyang afirmou que está "examinando cuidadosamente" um plano para atacar Guam, local de uma base militar norte-americana. Um porta-voz militar da Coreia do Norte afirmou, em um comunicado divulgado pela agência estatal norte-coreana KCNA, que o plano será "implementado... a qualquer momento", uma vez que o líder Kim Jong Un tome uma decisão.
Em outra nota citando outro porta-voz militar, a Coreia do Norte também disse que poderia realizar uma operação preventiva se os Estados Unidos mostrassem sinais de provocação.
Washington advertiu que está preparada para usar força caso seja necessário para impedir os programas balístico e de mísseis da Coreia do Norte, mas disse preferir ação diplomática global, incluindo sanções.
As consequências de um ataque norte-americano seriam possivelmente catastróficas para membros militares sul-coreanos, japoneses e norte-americanos dentro de alcance de ataques retaliatórios da Coreia do Norte.
“Melhor a Coreia do Norte não fazer mais ameaças aos Estados Unidos. Ela será atingida por fogo e fúria como o mundo nunca viu”, disse Trump a repórteres no Trump National Golf Club, em Bedminster, no Estado norte-americano de Nova Jersey.
Anteriormente nesta terça-feira, o Ministério da Defesa do Japão informou que “é concebível que o programa de armas nucleares da Coreia do Norte já tenha avançado consideravelmente e é possível que a Coreia do Norte já tenha alcançado a miniaturização de armas nucleares e tenha adquirido ogivas nucleares”.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) impôs unanimemente no sábado novas sanções sobre a Coreia do Norte por seus contínuos testes de mísseis que podem reduzir em um terço a receita anual de exportação de 3 bilhões de dólares do recluso país.
A Coreia do Norte informou que as sanções infringem sua soberania e que está pronta para dar a Washington uma “severa lição” com sua força nuclear estratégica em resposta a qualquer ação militar norte-americana.
A Coreia do Norte não escondeu seus planos de desenvolver um míssil de ponta nuclear capaz de atingir os Estados Unidos e ignorou pedidos internacionais para interromper seus programas nuclear e de mísseis.
A Coreia do Norte diz que seus mísseis balísticos intercontinentais são meios legítimos de defesa contra perceptível hostilidade norte-americana. O país acusa há tempos os EUA e a Coreia do Sul de aumentarem tensões ao conduzirem exercícios militares.