Aracaju-Sergipe - Brasil

Noticias

Loading...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quadrilha de estelionatários do RJ é desfeita em Aracaju

Graças à denúncia de um casal de clientes de um hipermercado localizado no Distrito Industrial de Aracaju (DIA), a polícia desarticulou uma quadrilha de estelionatários do Rio de Janeiro, especializada em capturar dados de clientes e clonar cartões de crédito para aplicar golpes no comércio. Os primeiros levantamentos indicam que a quadrilha, que contava com o suporte de um ex-cabo da Marinha, antes de chegar em Sergipe, agiu no Distrito Federal e na Bahia. A ação policial aconteceu no final da noite de anteontem e foram presos ainda no hipermercado o motoboy Valter Avilez Moreira Júnior, 26, Sérvio Túlio Tavares de Alencar, 37 – que já respondem a processos por estelionato no Rio de Janeiro –, e o analista de sistemas da Nextel Ricardo Nepomuceno de Oliveira, 27, enquanto o chaveiro Max Clauber Velasco e Silva, 25, foi capturado no aeroporto de Aracaju, quando se preparava para deixar a cidade. Com o grupo, que desde o início do mês está hospedado em um hotel na orla de Atalaia, foram apreendidos máquinas "chupa cabras", 45 cartões de crédito e vários documentos falsos. Além disso, foram recuperados 16 notebooks, videogames e aparelhos celulares, dentre outros objetos adquiridos de forma ilícita. Os acusados foram encaminhados pela equipe da 1ª Delegacia Metropolitana até a Delegacia Plantonista, onde foram autuados em flagrante pelo delegado Sílvio Pereira. Dos quatro presos, apenas Ricardo Nepomuceno, que disse ser analista de sistemas da Nextel, não se recusou a prestar depoimento. Segundo ele, no mês de agosto um homem identificado por Bruno Afonso o apresentou a Valter Avilez, que seria bom em computação, e depois conheceu os funcionários dele, Sérvio e Max Clauber, e teriam sido contratados para fazer um programa para capturar dados de crachás, sendo que depois do serviço realizado também ficou sabendo que apanhava informações de clientes para serem usados na clonagem de cartões. O programa teria sido encomendado por R$ 5 mil, valor que acabou não sendo pago a Valter. Segundo o relato do acusado, ele teria sido ameaçado de morte para dirigir o carro e conduzir os comparsas até os locais onde iriam aplicar os golpes. Ricardo contou ainda que Valter atuava como chefe e conseguiu documentos falsos através de um ex-cabo da Marinha, identificado por ele como sendo André Vidas de Souza. Max e Valter teriam chegado em Aracaju no dia 1º já para planejar os golpes e depois repassar o material a um receptador. Para instalar o equipamento nas lojas e hipermercados para capturar os dados dos clientes, os acusados se passavam por funcionários de empresas de máquinas para cartões. Valter, Max e Sérvio se recusaram a prestar depoimento, resguardando-se no direito de permanecerem calados. Ação Depois que um casal denunciou a presença suspeita de dois homens em um carro com placas de Minas Gerais, carregado de mercadorias, que estava parado no estacionamento do hipermercado do DIA, a equipe da 1ª Delegacia Metropolitana esteve no local e na abordagem deteve Ricardo e Sérvio, que esperavam os outros dois comparsas, que estariam fazendo compras. Valter foi preso dentro do hipermercado, enquanto Max conseguiu fugir, sendo localizado depois no aeroporto de Aracaju, quando se preparava para embarcar para o Rio de Janeiro. No hotel onde a quadrilha estava hospedada, os policiais civis, que contaram com o apoio de uma equipe da Polícia Militar, apreenderam equipamentos usados na captura de dados e clonagem de cartões de crédito, bem como dezenas de mercadorias adquiridas através de golpes. A sequência das investigações ficará por conta do Departamento de Falsificações e Defraudações e Combate à Pirataria (DFDCP).

Nenhum comentário:

Postar um comentário